terça-feira, 21 de abril de 2020

De volta para casa.

          Este blog existe há, no mínimo, 10 anos. Ao longo desse tempo, escrevi sobre o famoso PPP (que não é o perfil profissiográfico previdenciário, nem a parceria público-privada): Poesia, Problemas e Paus. 
         Obviamente porque era uma adolescente, como qualquer outra, cheia de problemas com a terrível e injusta sociedade e seu autoritarismo terrível (minha mãe e minha casa, no máximo a escola), os primeiros amores, indecentos e doídos - depois, terrivelmente perturbadores - e, por fim, aspirante à jornalista, que logo depois virou algo como "qualquer coisa em que eu possa escrever e achar bonito depois", configurando o curso de Letras.
         Como também é observável, o nome escohido extraiu-se de uma famosa e bela canção, "Jackie Tequila", do Skank. Sim, do Skank. E hoje em dia moro em Belo Horizonte, o que é um terrível pesadelo, porque não vejo mais sentido em Skank e aqui ainda é um estouro (bairrismo, fazer o quê?).
        Excluí todas as postagens após o término de um relacionamento significativo para a minha personalidade e concepção desse próprio blog. Percebi que havia queimado, excluído, matado tudo, menos meus escritos. E eram escritos bons, bons até depois de 8 anos. Mas resolvi deixar isso tudo pra trás e começar do zero.
         Nesse momento estou de quarentena. Sim, essas que acontecem nos filmes de zumbi. Há uma pandemia, causada por um vírus, e o mundo inteiro está dentro de casa (menos o próprio vírus, a.k.a Bolsonaro). Resolvi, então, relatar o meu dia-a-dia, as coisas que eu tenho cozinhado, o que eu tenho escrito, minhas impressões claustrofobiantes ao ir ao mercado, meus pânicos e "skin cares" (adoro esse termo, é tão fancy) que não faço.
        Já os alerto: nada aqui é para alguém. Nunca compartilhei o link desse blog com NIN-GUÉM. Tudo o que escrevo aqui é pra mim. Ou seja, se você está sendo alertado, na verdade você sou eu. E foda-se, talvez seja eu de aqui 10 anos, de novo.... A questão é: eu escrevo feio, vai com gerúndio mesmo, gíria e tal. Às vezes vou querer bancar a Clarice, a Hilda ou o Machado, e tá tudo bem. Nada aqui faz sentido, não tem ordem, regra, nada com nada. 
          Mas tá, lá vamos nós, más una vez.