domingo, 21 de junho de 2020

Diário da autoestima - Dia 1

Dia do Sol, primeiro dia da semana, primeiro dia de inverno, Solstício do Câncer, Nova Vida, Lua Nova, novo tudo.

Ciclos.

Iniciei do jeito mais bonito possível. Estou leve. Feliz. Despreocupada. Desapegada.

Movam-se folhas deste mundo, quero respirar novo ar e vida nova. Abro-me para tudo que for necessário ir e vir. Estou plena.

Gostaria de abraçar todas as gentes, ouvi-las atenciosamente, agradecê-las, meditar e dormir. É isso o que gostaria: presenciar.

Todo dia é uma grande luta que ressignifico com carinho como conquista. Estar viva, amar e ser amada, saber que o Sol ainda brilha, que os pássaros ainda cantam, que a música ainda afaga. Reentender os prazeres, rememorar falhas e segurá-las com atenção, para não repetir.

"Tudo isso é sobre não cometer os mesmos erros quando tivermos 50 anos, Stefi"

Saudade.

Eu sinto muito medo. Vivia com medo. Acho que hoje entendo o que é coragem: aceitar a possibilidade da dor de peito aberto. Não necessariamente não ter receio de errar, mas não se imobilizar pelo medo.

Sempre fugi do medo, porque o medo paralisa. Mas ando batendo no pé, caminhando para sair do medo e, quando obrigada a enfrentá-lo, aceitando a dor, entendendo, contornando.  Quando penso para quem falo essas bonitezas, lembro dos meus amigos de ouvido atento, olhar doce e calmo. Gil, Lady, Leo... Doçuras refrescantes, de coração grande e ego bom.

Tenho que lembrar do que quero e de mim quando estou condicionada a situações e diálogos. Encontrar o equilíbrio entre entender o outro e ser o outro. Escuta atenta, sempre; opinião formada, nem tanto. Absorver o outro não é sê-lo, é aceitá-lo, compreendê-lo e adaptá-lo ao seu entendimento. É acolhê-lo, e não apagar-se.

Complicado.

O início desse texto era sobre entender o meu valor. Terminei falando de tudo, menos disso. Vamos para o próximo.